terça-feira, 17 de maio de 2011

Palavras apenas,

Exatamente no dia que eu estava precisando sorrir, você resolveu se calar.
Aqueles sorrisos não me diziam nada, mandar (: não quer dizer estar
realmente sorrindo.
Eu queria palavras, já que abraços no momento eram impossíveis, pelo menos me desse palavras.
Mas não, eu recebia mais e mais (: e aquilo ia me corroendo por dentro e eu respondia :), e eu só respondia :) quando eu realmente estava magoada, mas acho que você esqueceu disso ou simplesmente não se importou e continuou com o (: .
Parecia pedir muito palavras aquela hora, mas eu só precisava delas, e sem elas eu fiquei, e agora eu me tornei o silêncio que você não quer mais
sentir.

Ana Flavya Rigolon

sábado, 14 de maio de 2011

Será que temos esse tempo pra perder?

Chega uma certa hora, aliás chega um certo dia que devemos parar de contar.
Parar de contar quanto tempo faz, quantos meses passaram, quantos meses fariamos.Isso tem que parar, não tem?
Eu sei que não precisa ser esquecido, mas sei que tem que ser trancado em uma gaveta e jogar a chave fora.
Março, abril, maio, logo junho, você entende que mesmo longe o tempo continua passando?Que nada para porque você partiu, aliás parece que o mundo esta até mais veloz e eu que parei.E agora a única coisa que precisa parar é a contagem do tempo, do nosso tempo.
Vou começar uma nova contagem, a contagem de uma nova vida que se aproxima.

Ana Flavya Rigolon

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Esqueça a dor e leve o beijo,

Sempre disse que eu não tinha arrependimentos, que fiz o que fiz e faria novamente se tivesse oportunidade.
Mas descobri que sim, tenho arrependimentos.
Me arrependo daquelas manhãs que perdi a oportunidade de te dar um sorriso pra ficar brigando pelas coisas mais tolas do mundo.
Me arrependo de ter ficado muda no telefone, dizendo que odiava falar no telefone, ao invés de falar o quando eu estava feliz por você ligar.
Me arrependo da cara fechada, da boca trancada e dos olhos sem brilhar.
Mas de uma coisa que nunca vou me arrepender, é dos sorrisos, dos abraços e beijos, das milhares de vezes que te disse 'eu te amo', dos brilhos dos olhos, das mãos dadas, ou seja eu nunca vou me arrepender de ter sido eu e você.

Ana Flavya Rigolon

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Parece absurdo e ás vezes é um pouco sim,


" E o que você vai fazer quando eu tiver que ir embora?
Eu espero você voltar " - Bob Esponja

O engraçado é que nós nos doemos pelos outros.
Sentimos saudades quando partem, mesmo que naquele local você quase não o
via.
Mais é uma saudade sua, uma saudade inexplicável.
Porque por mais que o contato fosse mínimo, era bom saber pra onde
correr.
Saudade do que nunca foi, mas de algum modo tinha sido.
E agora partindo, leva um pedaço de quem nas brincadeiras começou a se
aproximar.
Voe, caminhe, cresça e que a nossa amizade permaneça.

Ana Flavya Rigolon

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Reflexo do amor,

Ao olhar para o reflexo do espelho, ela viu flashes de momentos passando
por sua mente.
Seus olhos trazem o brilho de cada história que viveu.
A boca machucada traz a lembrança da infância.
Não sabe ao certo dizer se os anos foram generosos.
Não sabe dizer quantas lágrimas já cairam ou também quantos sorrisos surgiram naquele rosto que ela conhecia tão bem.
Mesmo quando não queremos o tempo passa, ela já não é mais como anos atrás, mas sentia que o brilho no olhar ainda era o mesmo.

Ana Flavya Rigolon

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Não leve a mal,

Tudo retorna e eu continuo aqui parada no mesmo lugar.
Esperando um sinal, esperando.
Não me entenda mal, eu fico feliz que tudo retorne.
Mas me entristece saber que para mim demora tanto para retornar.


Ana Flavya Rigolon

sábado, 23 de abril de 2011

And we'll run for our lives,

Talvez eu esteja atrasada, ou quem sabe antecipada.Mas enquanto os olhos
brilharem nunca será tarde demais. Enquanto eu puder correr e dizer o que ainda
não foi dito, há esperança. Já dei muitos conselhos, mas nunca os segui, então apartir de agora vou segui-los, começando por correr e dizer o que ainda não foi dito e também o que já foi dito mas talvez esquecido.


Ana Flavya Rigolon